E a vida segue languida e frivola.
Nao se saber mais no que acreditar, e no que confiar se tornou o feijao e arroz de cada dia.
Sao terras diferentes, novos hábitos, novas paisagens, novas pessoas, mas para usufruir disso tudo, tem que se por uma pedra na etapa anterior, mas continuar com a velha essencia.
E os dias sao curtos, a claridade nao gosta muito daqui. Bom, por que eu tanbem nunca fui muito amigo dela.
Os cigarros aumentaram, e as decepcoes vieram a cavalo.
Muita dor, somente isso que sinto agora, talvez enaqaunto a sinta posso me considerar feliz, por viver. Antes viver dolorido, ao viver confortavelmente na linha da medianeidade.
Extremos, opostos, eles me atraem, deve ser a sindrome do ima.
E hoje ja nao sei mais de nada, de nada mesmo, sou uma pessoa estragada, uma pessoa fraca, uma pessoa realmente idiota. Tao idiota que me causa arrepugnacia de mim mesmo.
Gostaria eu de aprender a viver como a sociedade que fede.
Sou um vagabundo.
Pena de quem esta perto de mim.
Acordei sim meio Maysa hoje. E o que voces tem a ver com isso porra!
Nao quer me ouvir, enfia o dedo no cu e cheira.
Cansei de gente santa.
Cansei de gente certinha.
Cansei da minha educacao.
Cansei de ser social, de respeitar, de entender.
Agora as coisas serao ao meu jeito.
Cansei de gente falsa, que mente pra ser bacana.
Gente que finge, que interpreta.
Gente que diz ser limpinha e tem nojo de tudo, mas que depois la na cama, toma leitinho de macho, engole e pede mais.
Chega de ser rasuavel, chegou a hora da praticidade.
Por que as vezes penso que amar é perda de tempo.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Cruzando o muro
A maioria das pessoas que conheco, e a maioria dos meus amigos, agora que viajei pra bem longe do Brasil, me desejaram boas sorte nessa nova FASE. E eu fico pensando, será que é realmente uma nova fase? Quantas fases tem uma vida? Quantas fases tem a minha vida?
As vezes creio que a vida toda seja uma unica fase, mas nós, como o Drumond de Andrade, ja dizia: -temos a mania de querer cortar o tempo...
A experiencia de morar fora do pais, por mais cliche que seja falar, nao tem explicacao, é um sentimento puro de liberdade. Se ve tanta coisa, e se sente tanta coisa tanbem, que até as vezes me sinto egoísta por nao poder dividir isso com quem tanto amo.
É num click, as vezes acho que ainda nao caiu a ficha, num momento voce esta em sua vida cotidiana, e 15 horas depois, depois de 3 voos, voce muda completamente. De 35 graus de calor para 9 negativos. Muda de familia, adiciona amigos...
Mas nem tudo é assim um sonho nao...
Voce tem que se habituar, e hao os que tem dificuldade para isso.
A saudade as vezes bate tao forte, que voce chega a ficar mal fisicamente. Ai voce chora e chora, mas as lagrimas nao te trazem quem voce tanto quer.
Ai voce liga para os amigos, e pede conselhos, na verdade, voce ja sabe tudo que eles vao te dizer, mas sempre pede mais uma vez, e duvida e contraria o conselho que lhe foi dado...
Morar fora do pais, é muito mais que conhecer uma nova cultura...
É muito mais que aprender uma nova língua...
É muito mais que fotografar tudo...
É muito mais que se encantar com a arquitetura...
Morar fora tanbem é contar as moedinhas pra comprar pao na padaria...
Morar fora é tanbem fazer programas 0 800, por que sempre voce tá sem grana!!!
É muitas vezes ascender um cigarro e se sentar em frente a janela, e pensar na porra que te enfiou ali.
É por muitas vezes voce se perguntar: -O que eu to fazendo aqui?
É chorar por amor, é sorrir por amor...
É esperar seu amor até na madrugada, por que tem a merda do fuso...
É dormir pouco, pra aproveitar tudo quando se esta on line...
Morar fora é uma auto busca.
É muito mais que conhecer e ver que tudo é diferente, morar fora é voce conhecer a si mesmo!
Daniel Azeredo
Bruchsal- Alemanha.
As vezes creio que a vida toda seja uma unica fase, mas nós, como o Drumond de Andrade, ja dizia: -temos a mania de querer cortar o tempo...
A experiencia de morar fora do pais, por mais cliche que seja falar, nao tem explicacao, é um sentimento puro de liberdade. Se ve tanta coisa, e se sente tanta coisa tanbem, que até as vezes me sinto egoísta por nao poder dividir isso com quem tanto amo.
É num click, as vezes acho que ainda nao caiu a ficha, num momento voce esta em sua vida cotidiana, e 15 horas depois, depois de 3 voos, voce muda completamente. De 35 graus de calor para 9 negativos. Muda de familia, adiciona amigos...
Mas nem tudo é assim um sonho nao...
Voce tem que se habituar, e hao os que tem dificuldade para isso.
A saudade as vezes bate tao forte, que voce chega a ficar mal fisicamente. Ai voce chora e chora, mas as lagrimas nao te trazem quem voce tanto quer.
Ai voce liga para os amigos, e pede conselhos, na verdade, voce ja sabe tudo que eles vao te dizer, mas sempre pede mais uma vez, e duvida e contraria o conselho que lhe foi dado...
Morar fora do pais, é muito mais que conhecer uma nova cultura...
É muito mais que aprender uma nova língua...
É muito mais que fotografar tudo...
É muito mais que se encantar com a arquitetura...
Morar fora tanbem é contar as moedinhas pra comprar pao na padaria...
Morar fora é tanbem fazer programas 0 800, por que sempre voce tá sem grana!!!
É muitas vezes ascender um cigarro e se sentar em frente a janela, e pensar na porra que te enfiou ali.
É por muitas vezes voce se perguntar: -O que eu to fazendo aqui?
É chorar por amor, é sorrir por amor...
É esperar seu amor até na madrugada, por que tem a merda do fuso...
É dormir pouco, pra aproveitar tudo quando se esta on line...
Morar fora é uma auto busca.
É muito mais que conhecer e ver que tudo é diferente, morar fora é voce conhecer a si mesmo!
Daniel Azeredo
Bruchsal- Alemanha.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Rotineando
E eu só sei que tudo sempre passa.
E sabendo disso, fico hora aliviado, ora amedrontado.
Fico lembrando de tuas mãos lindas, com finos dedos, que percorrem meu rosto.
Fecho meus olhos, e te assisto, e não resisto!
Tu me beija, com seus trepidantes lábios.
E agora
E ontem
E anteontem
Tu não me deu mais noticias, e eu me sinto assim: egoísta.
E as saudades me tomam por completo, e já não sei mais como agir com tudo isso.
Em 22 dias minha vida iniciará uma nova fase, e não sei ainda como lidar com tudo isso.
Lembro dos teus olhos e choro.
E tudo que eu queria agora era apenas um beijo daqueles teus, que só tu sabe dar.
Só queria tu, agora por um instante que fosse.
E te amo, te amo, te amo...
E os dias andam lânguidos ao extremo.
E sabendo disso, fico hora aliviado, ora amedrontado.
Fico lembrando de tuas mãos lindas, com finos dedos, que percorrem meu rosto.
Fecho meus olhos, e te assisto, e não resisto!
Tu me beija, com seus trepidantes lábios.
E agora
E ontem
E anteontem
Tu não me deu mais noticias, e eu me sinto assim: egoísta.
E as saudades me tomam por completo, e já não sei mais como agir com tudo isso.
Em 22 dias minha vida iniciará uma nova fase, e não sei ainda como lidar com tudo isso.
Lembro dos teus olhos e choro.
E tudo que eu queria agora era apenas um beijo daqueles teus, que só tu sabe dar.
Só queria tu, agora por um instante que fosse.
E te amo, te amo, te amo...
E os dias andam lânguidos ao extremo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Check-in
É de manhã, são 6:35, abro meus olhos, e já te amo.
Saio, pouco vestido: uma cueca, a corrente a mim presenteada por ti, e te amo no caminho.
No canto da boca, o cigarro inacabado da noite anterior, ascendo com o fósforo da cozinha.
Chego no banheiro, olho no espelho, atiro o toco de cigarro na privada, e me preparo para escovar os dentes...
... Saio do banheiro e assisto àquele amanhecer frívolo. Ascendo um novo cigarro,e o acompanho com uma caneca de café sem açúcar. E enquanto faço essa "refeição", te amo.
O dia está nublado, e quente tambem, faço meu trabalho, e durante cada segundo, cada momento, cada trepidação de folha, te amo.
Almoço. Meio dia. Feijão, arroz, e te amo.
Tarde quente, sol tímido...
Ligo o rádio, ouço aquela música dos Strokes, penso em ti, fecho os olhos e te amo.
É noite, e assim como o dia: quente.
E assim como durante todo o dia: TE AMO.
E a conclusão que eu chego, é que te amo o dia todo, o tempo todo.
Que os últimos dois meses, não deixei um minuto de te amar.
E hoje repenso em tudo que já passamos, e vejo que naquela tarde quente em que nos vimos a primeira vez, que naquele milésimo de segundo, nos vimos e nos apaixonamos.
E a cada dia que passa, tento sempre melhorar, para ti, para mim, para nós.
E tu me diz para viver mais o presente, e tu tá certo! E tento melhorar isso tambem...
Aí tu me olha, e fica me olhando por um tempão, e ficamos em silêncio, estamos em um patamar acima de verbalização, falamos a língua do amor, da sintonia, da paixão, do respeito.
E enquanto tu me olha, eu faço carinho na tua sobrancelha, aí tu fecha os olhos bem devagarinho, e eu sorrio sutilmente. E tu me vendo, fala bem baixinho: Eu te amo... E eu te amo tanto que não consigo falar nada. Só agradeço em pensamento, por ter sido presenteado com um amor perfeito.
Tu diz que está com sono, e pergunta se quero dormir. Mas eu não tenho sono, mas concordo em dormir. Tu te vira e eu te abraço, e faço carinho no teu cabelo até tu pegar no sono. E tu pega minha mão e aperta bem forte, aí eu não tenho mais medo de nada, me sinto protegido, aí uma lágrima corre cíclicamente por meu rosto, beijo tua nuca e durmo.
E mesmo durante o sono, te amo.
Saio, pouco vestido: uma cueca, a corrente a mim presenteada por ti, e te amo no caminho.
No canto da boca, o cigarro inacabado da noite anterior, ascendo com o fósforo da cozinha.
Chego no banheiro, olho no espelho, atiro o toco de cigarro na privada, e me preparo para escovar os dentes...
... Saio do banheiro e assisto àquele amanhecer frívolo. Ascendo um novo cigarro,e o acompanho com uma caneca de café sem açúcar. E enquanto faço essa "refeição", te amo.
O dia está nublado, e quente tambem, faço meu trabalho, e durante cada segundo, cada momento, cada trepidação de folha, te amo.
Almoço. Meio dia. Feijão, arroz, e te amo.
Tarde quente, sol tímido...
Ligo o rádio, ouço aquela música dos Strokes, penso em ti, fecho os olhos e te amo.
É noite, e assim como o dia: quente.
E assim como durante todo o dia: TE AMO.
E a conclusão que eu chego, é que te amo o dia todo, o tempo todo.
Que os últimos dois meses, não deixei um minuto de te amar.
E hoje repenso em tudo que já passamos, e vejo que naquela tarde quente em que nos vimos a primeira vez, que naquele milésimo de segundo, nos vimos e nos apaixonamos.
E a cada dia que passa, tento sempre melhorar, para ti, para mim, para nós.
E tu me diz para viver mais o presente, e tu tá certo! E tento melhorar isso tambem...
Aí tu me olha, e fica me olhando por um tempão, e ficamos em silêncio, estamos em um patamar acima de verbalização, falamos a língua do amor, da sintonia, da paixão, do respeito.
E enquanto tu me olha, eu faço carinho na tua sobrancelha, aí tu fecha os olhos bem devagarinho, e eu sorrio sutilmente. E tu me vendo, fala bem baixinho: Eu te amo... E eu te amo tanto que não consigo falar nada. Só agradeço em pensamento, por ter sido presenteado com um amor perfeito.
Tu diz que está com sono, e pergunta se quero dormir. Mas eu não tenho sono, mas concordo em dormir. Tu te vira e eu te abraço, e faço carinho no teu cabelo até tu pegar no sono. E tu pega minha mão e aperta bem forte, aí eu não tenho mais medo de nada, me sinto protegido, aí uma lágrima corre cíclicamente por meu rosto, beijo tua nuca e durmo.
E mesmo durante o sono, te amo.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Remember

" E por mim a água corria...
Deslizava por aquele esguio corpo, me acalentava, me atiçava...
E ele, podia ver, ao fechar meus castanhos olhos.
Podia ainda sentir seu cheiro...
Podia o sentir em mim:
Pêlo no Pêlo
Olho no Olho
Boca à Boca
Sexo no Sexo
Mãos que deslizavam, assim como a água
Sussuros e verbalização do prazer intenso
O amor era exalado por nós assim como o suor no quente deserto...
O amor era nosso
Somente nosso
Nosso..."
domingo, 20 de dezembro de 2009
O patuá
"Me disse que chegaria por volta das 21 horas, mas duvidei daquilo...
E de fato estava certo, chegou antes, para minha alegria, com aquele sorriso cada vez mais fugaz.
Me abraçou, e simultâneamente me beijou. O abracei tão forte. O momento remetia a um mix de sentimentos...
E ele não parava de me surpreender, dessa vez houveram trocas de presente, e ... Por um momento senti que ele tinha uma bola de cristal, havia adivinhado o que eu realmente queria, mas depois entendi: ele me conhecia mesmo!
E a emoção me tomava...
E ele cada segundo que passava me surpreendia mais e mais. E um crucifixo dessa vez foi colocado em meu pescoço.
O tempo simplismente voava quando estávamos juntos. Talvez fossem os segundos e minutos mais vividos de toda minha vida.
E eu dizer EU TE AMO, não era mais o bastante, afinal, não era apenas o ato de verbalizar essa frase. Não!
O amava daquele geito, com problemas, com dúvidas, com medos, ...
Amava assim, com meus problemas...
Nos amávamos um ao outro como éramos, sem modificações...
Ele era completo, e eu agradecia currialmente...
O amava quando estava triste, e fazia de tudo para ajudar...
O amava quando eu estava triste, e ele fazia de tudo para me ajudar...
O amava quando tínhamos problemas...
O amava quando ele me olhava daquele seu geito, que só ele sabia...
Amava seus olhos azuis, que sabiam fazer seu trabalho.
Amava sua sinceridade...
Eu o amava por ele deixar amá-lo...
Eu o amava por poder sentir todo aquele amor mútuo.
Eu o amava por que havia respeito e confiança.
Eram dias quentes, com rajares de vento ao anoitecer.
Eram dias solitários fisicamente falando, porém, eram dias de uma compania estrondosa, que me elevava ao subconsciente, de forma psíquica.
Havia definitivamente chegado o tempo de amar.
De amar puramente, sem barreiras e fronteiras, sem explicação, sem conselhos, sem escrúpulos.
Era o nosso tempo. Meu e dele, e o resto não importava mais.
E agora, a cada vez que aquele cruscifixo se balançava em meu pescoço, podia senti-lo mechendo em meu rosto.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Lânguidez
...Tocava suas mãos em meu rosto, e eu apenas suspirava.Podia ouvir sua respiração ofegante.
Estávamos sentados na fina areia, eu podia sentir o cheiro do mar.
Agora suas mãos tocavam as minhas.
Seus olhos penetravam nos meus, e suas mãos continuavam a me tocar.
Olhares e toques
Toques e olhares
Não haviam palavras, era como um filme do Chaplin.
Nossos cabelos crespos se emaranhavam.
E por entre a areia, se conseguia distinguir os corpos nus.
E por entre o vento se podia sentir o cheiro distinto de cada um.
E o tempo ia passando marcantemente ascelerado, mas não tínhamos pressa!
Tínhamos nosso próprio tempo, tínhamos todo o tempo do mundo.
Tínhamos um ao outro, e isso era o bastante naquele momento.
Ascendia um cigarro, eu gostava mais do final...
O final do cigarro sempre era mais forte, mais amargo, e me deixava tonto, e eu gostava daquela sensação de vertigem...
Aí fechava meus olhos, e num estalo sentia seus lábios nos meus, me beijando lentamente.
Aquele beijo demosntrava todo seu amor.
O roçar das barbas, o toque dos cabelos, o barulho do beijo, o cheiro de mar, a sensação de vida que pairava naquele ar.
Tudo aquilo me fazia cada vez mais feliz. E confesso a mim mesmo que nem sabia ser capaz de carregar toda aquela felicidade comigo.
E estávamos ali a mercê de toda a paixão existente entre dois seres.
E não precisavam palavras, elas sobravam entre nós.
E não precisavam provas, nem recompensas para nada, o amor mútuo bastava.
Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm
Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm
(despertador) 7:30 da manhã
Contudo era tudo aquilo um sonho. Mas não apenas um sonho. Uma releitura do real.
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