domingo, 21 de fevereiro de 2010

Domingos

Sao 11 horas da manha e acordo com flocos de neve na minha janela.
Já devia estar acostumado, afinal, já sao 5 semanas aqui, mas a bucolia desse inverno é linda e me fascina.
O dia é cinza, e talvez por isso ele seja tao lindo para mim.
Acordei com medo hoje.
Com mais medos que o normal.
Com mais medos que fui dormir.
Agora nem o cigarro ajuda mais!
Sonhei contigo amor.
Sonhei que te buscava, e corriamos por esse mundo nebuloso de gente cretina.
Mas acordei, é infelizmente acordei!
Agora sinto tanto medo que meus pés estao frios, vou me tapar com o cobertor, e nao sair mais daqui.
O frio desse quarto só me faz agucar meu medo.
E por momentos fecho os olhos e posso te ver.
E nao gosto nem de pensar, que estou a merce disso tudo.
E tenho mais medo...
De nao poder nunca mais sentir teu abraco gostoso.
De nao sentir tua lingua fria.
De nao poder encostar meu corpo no teu corpo quente.
De nao arrepiar meus pelos, ao te encostar.
De nao poder vestir aquela cueca que tu tanto adora.
De nao ver esse teu doce sorriso que parece que foi desenhado pra me fazer feliz.
De nao ouvir tua voz baixinha, dizendo que me ama.
De um dia nao sentir teu amor mais...
Sao tempos de travessia, tempos de pouca bagagem.
Mas minha bagagem nesse meu nomade corpo é voce.
E ando sonhando demais contigo, ando sonhando até de olhos abertos.
E te ter bem pertinho, é meu unico foco no momento.
Sao tempos de saudade.
E eu projeto todo esse amor que sinto por ti, em tudo que eu faco.
Assim te sinto mais perto.
E a cada dia que passa, estamos mais perto de viver nossa vida juntos.
Isso me torna mais feliz.
Mas o medo.
Ele permanece, e enquanto ele estiver aqui, estarei te amando.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Depois do trago.

O sentimento nulo toma conta de mim, e por momentos aquilo que tinha como certeza se desfaz, e nada mais sobra.
As pessoas?
Ah, essas pessoas, ... O que esperar delas?
Me armo novamente com meu pesado escudo a punho.
Retiro minha mascara, e desvendo minha face ferida.
O mundo vive num eterno e constante "baile de mascaras".
Mas chega uma hora do baile, que elas comecam a encomodar, e todos tem que retira-las.
Há os que dormem com elas, a esses eu chamo de fracos, apenas isso.
Vivo cercado de blocos.
Estou vazio, e por momentos ate me sinto oco.
Relembrar coisas vividas e ditas me fazem chorar.
Chorar por momentos de pena de mim mesmo, por ser tao besta e ingenuo.
Chorar, por dor, nao por saudade.
Chorar, por que tenho a ombridade de faze-lo.
Vivemos num mundo bandido.
Vivemos num mundo que é um contante espetaculo, mas as vezes "os atores" esquecem que todos passam pelo backstage...
Gente mediana.
Gente que se considera certinha e fere.
Fere por nao ter a capacidade de transmitir o que sente e deseja.
Gente que fede de tao social que é.
Gente sem sinceridade.
Gente que nao sabe o que quer.
Gente que é tudo, menos GENTE.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma lacuna em mim

E a vida segue languida e frivola.
Nao se saber mais no que acreditar, e no que confiar se tornou o feijao e arroz de cada dia.
Sao terras diferentes, novos hábitos, novas paisagens, novas pessoas, mas para usufruir disso tudo, tem que se por uma pedra na etapa anterior, mas continuar com a velha essencia.
E os dias sao curtos, a claridade nao gosta muito daqui. Bom, por que eu tanbem nunca fui muito amigo dela.
Os cigarros aumentaram, e as decepcoes vieram a cavalo.
Muita dor, somente isso que sinto agora, talvez enaqaunto a sinta posso me considerar feliz, por viver. Antes viver dolorido, ao viver confortavelmente na linha da medianeidade.
Extremos, opostos, eles me atraem, deve ser a sindrome do ima.
E hoje ja nao sei mais de nada, de nada mesmo, sou uma pessoa estragada, uma pessoa fraca, uma pessoa realmente idiota. Tao idiota que me causa arrepugnacia de mim mesmo.
Gostaria eu de aprender a viver como a sociedade que fede.
Sou um vagabundo.
Pena de quem esta perto de mim.
Acordei sim meio Maysa hoje. E o que voces tem a ver com isso porra!
Nao quer me ouvir, enfia o dedo no cu e cheira.
Cansei de gente santa.
Cansei de gente certinha.
Cansei da minha educacao.
Cansei de ser social, de respeitar, de entender.
Agora as coisas serao ao meu jeito.
Cansei de gente falsa, que mente pra ser bacana.
Gente que finge, que interpreta.
Gente que diz ser limpinha e tem nojo de tudo, mas que depois la na cama, toma leitinho de macho, engole e pede mais.
Chega de ser rasuavel, chegou a hora da praticidade.
Por que as vezes penso que amar é perda de tempo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Cruzando o muro

A maioria das pessoas que conheco, e a maioria dos meus amigos, agora que viajei pra bem longe do Brasil, me desejaram boas sorte nessa nova FASE. E eu fico pensando, será que é realmente uma nova fase? Quantas fases tem uma vida? Quantas fases tem a minha vida?
As vezes creio que a vida toda seja uma unica fase, mas nós, como o Drumond de Andrade, ja dizia: -temos a mania de querer cortar o tempo...
A experiencia de morar fora do pais, por mais cliche que seja falar, nao tem explicacao, é um sentimento puro de liberdade. Se ve tanta coisa, e se sente tanta coisa tanbem, que até as vezes me sinto egoísta por nao poder dividir isso com quem tanto amo.
É num click, as vezes acho que ainda nao caiu a ficha, num momento voce esta em sua vida cotidiana, e 15 horas depois, depois de 3 voos, voce muda completamente. De 35 graus de calor para 9 negativos. Muda de familia, adiciona amigos...
Mas nem tudo é assim um sonho nao...
Voce tem que se habituar, e hao os que tem dificuldade para isso.
A saudade as vezes bate tao forte, que voce chega a ficar mal fisicamente. Ai voce chora e chora, mas as lagrimas nao te trazem quem voce tanto quer.
Ai voce liga para os amigos, e pede conselhos, na verdade, voce ja sabe tudo que eles vao te dizer, mas sempre pede mais uma vez, e duvida e contraria o conselho que lhe foi dado...
Morar fora do pais, é muito mais que conhecer uma nova cultura...
É muito mais que aprender uma nova língua...
É muito mais que fotografar tudo...
É muito mais que se encantar com a arquitetura...
Morar fora tanbem é contar as moedinhas pra comprar pao na padaria...
Morar fora é tanbem fazer programas 0 800, por que sempre voce tá sem grana!!!
É muitas vezes ascender um cigarro e se sentar em frente a janela, e pensar na porra que te enfiou ali.
É por muitas vezes voce se perguntar: -O que eu to fazendo aqui?
É chorar por amor, é sorrir por amor...
É esperar seu amor até na madrugada, por que tem a merda do fuso...
É dormir pouco, pra aproveitar tudo quando se esta on line...
Morar fora é uma auto busca.
É muito mais que conhecer e ver que tudo é diferente, morar fora é voce conhecer a si mesmo!

Daniel Azeredo
Bruchsal- Alemanha.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Rotineando

E eu só sei que tudo sempre passa.
E sabendo disso, fico hora aliviado, ora amedrontado.
Fico lembrando de tuas mãos lindas, com finos dedos, que percorrem meu rosto.
Fecho meus olhos, e te assisto, e não resisto!
Tu me beija, com seus trepidantes lábios.
E agora
E ontem
E anteontem
Tu não me deu mais noticias, e eu me sinto assim: egoísta.
E as saudades me tomam por completo, e já não sei mais como agir com tudo isso.
Em 22 dias minha vida iniciará uma nova fase, e não sei ainda como lidar com tudo isso.
Lembro dos teus olhos e choro.
E tudo que eu queria agora era apenas um beijo daqueles teus, que só tu sabe dar.
Só queria tu, agora por um instante que fosse.
E te amo, te amo, te amo...
E os dias andam lânguidos ao extremo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Check-in

É de manhã, são 6:35, abro meus olhos, e já te amo.
Saio, pouco vestido: uma cueca, a corrente a mim presenteada por ti, e te amo no caminho.
No canto da boca, o cigarro inacabado da noite anterior, ascendo com o fósforo da cozinha.
Chego no banheiro, olho no espelho, atiro o toco de cigarro na privada, e me preparo para escovar os dentes...
... Saio do banheiro e assisto àquele amanhecer frívolo. Ascendo um novo cigarro,e o acompanho com uma caneca de café sem açúcar. E enquanto faço essa "refeição", te amo.
O dia está nublado, e quente tambem, faço meu trabalho, e durante cada segundo, cada momento, cada trepidação de folha, te amo.
Almoço. Meio dia. Feijão, arroz, e te amo.
Tarde quente, sol tímido...
Ligo o rádio, ouço aquela música dos Strokes, penso em ti, fecho os olhos e te amo.
É noite, e assim como o dia: quente.
E assim como durante todo o dia: TE AMO.
E a conclusão que eu chego, é que te amo o dia todo, o tempo todo.
Que os últimos dois meses, não deixei um minuto de te amar.
E hoje repenso em tudo que já passamos, e vejo que naquela tarde quente em que nos vimos a primeira vez, que naquele milésimo de segundo, nos vimos e nos apaixonamos.
E a cada dia que passa, tento sempre melhorar, para ti, para mim, para nós.
E tu me diz para viver mais o presente, e tu tá certo! E tento melhorar isso tambem...
Aí tu me olha, e fica me olhando por um tempão, e ficamos em silêncio, estamos em um patamar acima de verbalização, falamos a língua do amor, da sintonia, da paixão, do respeito.
E enquanto tu me olha, eu faço carinho na tua sobrancelha, aí tu fecha os olhos bem devagarinho, e eu sorrio sutilmente. E tu me vendo, fala bem baixinho: Eu te amo... E eu te amo tanto que não consigo falar nada. Só agradeço em pensamento, por ter sido presenteado com um amor perfeito.
Tu diz que está com sono, e pergunta se quero dormir. Mas eu não tenho sono, mas concordo em dormir. Tu te vira e eu te abraço, e faço carinho no teu cabelo até tu pegar no sono. E tu pega minha mão e aperta bem forte, aí eu não tenho mais medo de nada, me sinto protegido, aí uma lágrima corre cíclicamente por meu rosto, beijo tua nuca e durmo.
E mesmo durante o sono, te amo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Remember


" E por mim a água corria...

Deslizava por aquele esguio corpo, me acalentava, me atiçava...

E ele, podia ver, ao fechar meus castanhos olhos.

Podia ainda sentir seu cheiro...

Podia o sentir em mim:

Pêlo no Pêlo

Olho no Olho

Boca à Boca

Sexo no Sexo

Mãos que deslizavam, assim como a água

Sussuros e verbalização do prazer intenso

O amor era exalado por nós assim como o suor no quente deserto...

O amor era nosso

Somente nosso

Nosso..."