"As primaveras se foram, tudo passou... Ele estava em uma fase, um momento, em que não tinha como definir. As palavras o perturbavam, o barulho da chuva já não o acalmava, o fogo não o queimava mais, a dor ele ainda podia sentir. Seu homem, seu amigo, seu irmão, seu confidente... Todos os adjetivos morreram, e se foram de uma só vez. E de antemão, veio a dor.
Ele o amava. Apesar de tudo... Ainda o amava; e ele sabia que faria de tudo para consagrar esse amor. Esqueceria ele, de fatos importantes... Passaria fome... Pararia até de fumar por ele e seu amor. Ele o daria sua vida...
Quando disse que o amava, não apenas disse: ele sentia isso! Seu coração pulsava... Os pulsos de seu miocárdio eram metáforas, que diziam: - eu te amo... eu te amo... eu te amo... Sucessivamente.
Ele tentava, mas não podia o esquecer. Vivera ao seu lado os mais lindos momentos... Curtos porém os mais maravilhosos. Apesar de todos os indícios dizerem para abstrair, ele não podia... Ele não queria, ele o queria. Ele o queria denovo, e pra sempre... Queria o beijar... Queria seu suor... Queria suas palavras... Queria seu olhar apertado.... Ele queria seu sorriso, seu toque, seu cheiro fresco, seus pelos, seus cabelos...
É... Ele o amava... Ele mataria por sua existência. Amor fulminante. Ele daria sua vida para tê-lo novamente... Era terno o seu amor por ele.
Ele o amava.
Ele ainda o amava."
Farelos............
D.a.
Será mesmo que passou?
ResponderExcluirOu será que apenas mudou?
As perturbações não são as mesmas de outrora?
As dúvidas...
As loucuras...
Adorei o post!