terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eram vibrações que acalentavam

Aquele olhar me instigava, e eu queria mais e mais, eu o queria mais e mais.
Seus claros olhos haviam me dopado.
Mas eu não o tinha fisicamente, naquele instante.
A vida tinha tomado proporções doidas. Não sabia mais nada, não que isso fosse novidade para ele. E novamente a velha pratica da comparação se fazia presente. Ela dizia, mostrava, e até argumentava.
Tudo vivido até ali se tornara tão minúsculo, comparado aos ultimos dez dias...
Tudo até ali era apenas passado, por mais piegas e antiquado que isso posso ser!
Tudo até naquele momento era nada.
E naquele momento em que se aproximava, (eu já o esperava), o vi de longe, e logo mudei a diração do olhar, fingindo tranquilidade, e uma certa indiferença, (porém me corroía por dentro de ansiedade).
Naquele momento senti que o elo era fechado, e que esse sim seria definitivo.
Vieram as conversas, a ânsia de auto apresentação, as perguntas, as respostas, as dúvidas, as experiências... E tudo isso era regado a medo.
Mas a cada segundo que se passava, o elo se tornava mais forte, e o meu medo tambem.
O assunto não era limitado, fluía...
E quanto mais conhecia, mais eu queria.
E só depois veio o beijo.
E só depois veio o toque.
E só depois o medo foi embora, (em partes).
E só depois o desejo foi assumido.
As dificuldades existiam, e estavam mais que vivas. Mas nós estávamos mais vivos que elas!
Elas se faziam mais que presentes, e ele sempre se perguntava, como poderíamos tornar tudo mais fácil?
E eu respondia: -Não sei! por que de fato não sabia e ainda não sei. Talvez saiba, mas talvez tenha medo tambem de sugerir.
E naquele momento as palavras já não se faziam tão presentes quanto antes. Agora era a vez daqueles olhares, os que falam do coração.
Os olhares sem medo.
Os olhares que gritam em silêncio.
Os olhares que não podem ser substituídos por nenhum conjunto de palavras.
Os olhares sem idioma.
E naquele momento a paixão nascia.
E era tão linda, e eu sabia... Que nada daquilo era por acaso.
E dez dias tinham se passado, e parecia impossível o sentimento se multiplicar tanto e simultâneamente, a cada dia.
Era tudo inédito, era tudo ótimo.
A sensação do amor era bela, e acalentava. Esquecia-se de tudo que fazia mal, e à cabeça vinham só imagens de leão.
A sensação era única, e parecia ser infinita.
Essa sensação de surpresa era edificante.
É...
E dez dias haviam se passado, contudo o amor só crescia, e se tornava cada vez mais, mais visível.
Eram vibrações que acalentavam.
E pela primeira vez não se sentia mais só, e nem procurava a solidão.
Pela primeira vez sentia o amor em estado bruto.

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