É de manhã, são 6:35, abro meus olhos, e já te amo.
Saio, pouco vestido: uma cueca, a corrente a mim presenteada por ti, e te amo no caminho.
No canto da boca, o cigarro inacabado da noite anterior, ascendo com o fósforo da cozinha.
Chego no banheiro, olho no espelho, atiro o toco de cigarro na privada, e me preparo para escovar os dentes...
... Saio do banheiro e assisto àquele amanhecer frívolo. Ascendo um novo cigarro,e o acompanho com uma caneca de café sem açúcar. E enquanto faço essa "refeição", te amo.
O dia está nublado, e quente tambem, faço meu trabalho, e durante cada segundo, cada momento, cada trepidação de folha, te amo.
Almoço. Meio dia. Feijão, arroz, e te amo.
Tarde quente, sol tímido...
Ligo o rádio, ouço aquela música dos Strokes, penso em ti, fecho os olhos e te amo.
É noite, e assim como o dia: quente.
E assim como durante todo o dia: TE AMO.
E a conclusão que eu chego, é que te amo o dia todo, o tempo todo.
Que os últimos dois meses, não deixei um minuto de te amar.
E hoje repenso em tudo que já passamos, e vejo que naquela tarde quente em que nos vimos a primeira vez, que naquele milésimo de segundo, nos vimos e nos apaixonamos.
E a cada dia que passa, tento sempre melhorar, para ti, para mim, para nós.
E tu me diz para viver mais o presente, e tu tá certo! E tento melhorar isso tambem...
Aí tu me olha, e fica me olhando por um tempão, e ficamos em silêncio, estamos em um patamar acima de verbalização, falamos a língua do amor, da sintonia, da paixão, do respeito.
E enquanto tu me olha, eu faço carinho na tua sobrancelha, aí tu fecha os olhos bem devagarinho, e eu sorrio sutilmente. E tu me vendo, fala bem baixinho: Eu te amo... E eu te amo tanto que não consigo falar nada. Só agradeço em pensamento, por ter sido presenteado com um amor perfeito.
Tu diz que está com sono, e pergunta se quero dormir. Mas eu não tenho sono, mas concordo em dormir. Tu te vira e eu te abraço, e faço carinho no teu cabelo até tu pegar no sono. E tu pega minha mão e aperta bem forte, aí eu não tenho mais medo de nada, me sinto protegido, aí uma lágrima corre cíclicamente por meu rosto, beijo tua nuca e durmo.
E mesmo durante o sono, te amo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Remember

" E por mim a água corria...
Deslizava por aquele esguio corpo, me acalentava, me atiçava...
E ele, podia ver, ao fechar meus castanhos olhos.
Podia ainda sentir seu cheiro...
Podia o sentir em mim:
Pêlo no Pêlo
Olho no Olho
Boca à Boca
Sexo no Sexo
Mãos que deslizavam, assim como a água
Sussuros e verbalização do prazer intenso
O amor era exalado por nós assim como o suor no quente deserto...
O amor era nosso
Somente nosso
Nosso..."
domingo, 20 de dezembro de 2009
O patuá
"Me disse que chegaria por volta das 21 horas, mas duvidei daquilo...
E de fato estava certo, chegou antes, para minha alegria, com aquele sorriso cada vez mais fugaz.
Me abraçou, e simultâneamente me beijou. O abracei tão forte. O momento remetia a um mix de sentimentos...
E ele não parava de me surpreender, dessa vez houveram trocas de presente, e ... Por um momento senti que ele tinha uma bola de cristal, havia adivinhado o que eu realmente queria, mas depois entendi: ele me conhecia mesmo!
E a emoção me tomava...
E ele cada segundo que passava me surpreendia mais e mais. E um crucifixo dessa vez foi colocado em meu pescoço.
O tempo simplismente voava quando estávamos juntos. Talvez fossem os segundos e minutos mais vividos de toda minha vida.
E eu dizer EU TE AMO, não era mais o bastante, afinal, não era apenas o ato de verbalizar essa frase. Não!
O amava daquele geito, com problemas, com dúvidas, com medos, ...
Amava assim, com meus problemas...
Nos amávamos um ao outro como éramos, sem modificações...
Ele era completo, e eu agradecia currialmente...
O amava quando estava triste, e fazia de tudo para ajudar...
O amava quando eu estava triste, e ele fazia de tudo para me ajudar...
O amava quando tínhamos problemas...
O amava quando ele me olhava daquele seu geito, que só ele sabia...
Amava seus olhos azuis, que sabiam fazer seu trabalho.
Amava sua sinceridade...
Eu o amava por ele deixar amá-lo...
Eu o amava por poder sentir todo aquele amor mútuo.
Eu o amava por que havia respeito e confiança.
Eram dias quentes, com rajares de vento ao anoitecer.
Eram dias solitários fisicamente falando, porém, eram dias de uma compania estrondosa, que me elevava ao subconsciente, de forma psíquica.
Havia definitivamente chegado o tempo de amar.
De amar puramente, sem barreiras e fronteiras, sem explicação, sem conselhos, sem escrúpulos.
Era o nosso tempo. Meu e dele, e o resto não importava mais.
E agora, a cada vez que aquele cruscifixo se balançava em meu pescoço, podia senti-lo mechendo em meu rosto.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Lânguidez
...Tocava suas mãos em meu rosto, e eu apenas suspirava.Podia ouvir sua respiração ofegante.
Estávamos sentados na fina areia, eu podia sentir o cheiro do mar.
Agora suas mãos tocavam as minhas.
Seus olhos penetravam nos meus, e suas mãos continuavam a me tocar.
Olhares e toques
Toques e olhares
Não haviam palavras, era como um filme do Chaplin.
Nossos cabelos crespos se emaranhavam.
E por entre a areia, se conseguia distinguir os corpos nus.
E por entre o vento se podia sentir o cheiro distinto de cada um.
E o tempo ia passando marcantemente ascelerado, mas não tínhamos pressa!
Tínhamos nosso próprio tempo, tínhamos todo o tempo do mundo.
Tínhamos um ao outro, e isso era o bastante naquele momento.
Ascendia um cigarro, eu gostava mais do final...
O final do cigarro sempre era mais forte, mais amargo, e me deixava tonto, e eu gostava daquela sensação de vertigem...
Aí fechava meus olhos, e num estalo sentia seus lábios nos meus, me beijando lentamente.
Aquele beijo demosntrava todo seu amor.
O roçar das barbas, o toque dos cabelos, o barulho do beijo, o cheiro de mar, a sensação de vida que pairava naquele ar.
Tudo aquilo me fazia cada vez mais feliz. E confesso a mim mesmo que nem sabia ser capaz de carregar toda aquela felicidade comigo.
E estávamos ali a mercê de toda a paixão existente entre dois seres.
E não precisavam palavras, elas sobravam entre nós.
E não precisavam provas, nem recompensas para nada, o amor mútuo bastava.
Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm
Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm
(despertador) 7:30 da manhã
Contudo era tudo aquilo um sonho. Mas não apenas um sonho. Uma releitura do real.
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