...Tocava suas mãos em meu rosto, e eu apenas suspirava.Podia ouvir sua respiração ofegante.
Estávamos sentados na fina areia, eu podia sentir o cheiro do mar.
Agora suas mãos tocavam as minhas.
Seus olhos penetravam nos meus, e suas mãos continuavam a me tocar.
Olhares e toques
Toques e olhares
Não haviam palavras, era como um filme do Chaplin.
Nossos cabelos crespos se emaranhavam.
E por entre a areia, se conseguia distinguir os corpos nus.
E por entre o vento se podia sentir o cheiro distinto de cada um.
E o tempo ia passando marcantemente ascelerado, mas não tínhamos pressa!
Tínhamos nosso próprio tempo, tínhamos todo o tempo do mundo.
Tínhamos um ao outro, e isso era o bastante naquele momento.
Ascendia um cigarro, eu gostava mais do final...
O final do cigarro sempre era mais forte, mais amargo, e me deixava tonto, e eu gostava daquela sensação de vertigem...
Aí fechava meus olhos, e num estalo sentia seus lábios nos meus, me beijando lentamente.
Aquele beijo demosntrava todo seu amor.
O roçar das barbas, o toque dos cabelos, o barulho do beijo, o cheiro de mar, a sensação de vida que pairava naquele ar.
Tudo aquilo me fazia cada vez mais feliz. E confesso a mim mesmo que nem sabia ser capaz de carregar toda aquela felicidade comigo.
E estávamos ali a mercê de toda a paixão existente entre dois seres.
E não precisavam palavras, elas sobravam entre nós.
E não precisavam provas, nem recompensas para nada, o amor mútuo bastava.
Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm
Trrrrrrrriiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm
(despertador) 7:30 da manhã
Contudo era tudo aquilo um sonho. Mas não apenas um sonho. Uma releitura do real.
Os sonhos retratam sim o que se passa do outro lado da gente, o incrível inconsciente!
ResponderExcluirPosts muito lindos, repletos de paixão.