sábado, 19 de setembro de 2009

Cadê a Bula? Precisa?

Me espanto com a quantidade de coisas que não tem manual.
Me espanto com a quantidade de coisas indenomináveis.
É! ainda me espanto. E talvez enquanto me espantar, estarei vivendo. Sem graça gente que não acha graça em nada, ou pior, que " já viu tudo". Porra! Eu ainda não saltei de bund-jump, eu não conheço São Paulo, e nem li o Pequeno Príncipe. E sou menos gente por isso?
É talvez, um pouco sem-cultura, talvez. ( Tenho que ler o Pequeno Príncipe).
É, eu ainda me surpreendo sim! E levanto minhas mãos pro céu e grito e agradeço todos os dias por isso.
Brega? Clichê? Piegas? Caxias? Blá, blá, blá, blá?..........................
E me surpreendo as vezes por tão pouco, por "coisinhas", talvez bobas.
E as portas e janelas que abrem com leves brisadas?
E as folhas que caem no outono?
E os desenhos que os pneus desenham na lama?
Besta? Loucura? Viajem?
E aquelas pessoas que quando se está perto, dá aquele frio na barriga?
E aquelas que só ao pensar, ocore o mesmo?
E os olhares? Não os de paixão, os olhares puros, não fervorosos; os olhares calmos, precisos, que falam e não gritam, e esses?
E o "tocar"? O sútil toque, os beijos nos olhos, os pêlos a se roçarem?
E o cheiro do suor, que acalenta?
E o abraço noturno, em uma noite quente de verão?
E o sexo para brindar?
Talvez seja eu, muito interiorano, e me surpreenda com pouco.
Ou, talvez ainda, a humanidade esteja muito apressada, para sabe se lá o que... E não veja esses momentos que as vezes são frações de segundo.
Uma coisa é certa:
-Eu sou do mundo!
-Eu sou da vida!
-Eu vivo um dia por minuto.

Um comentário:

  1. A graça está sim em deixarmo-nos surpreender pelas coisas, em se envolver, em viver de fato.

    Pena que muitas vezes ainda me pego procurando as bulas de coisas que não as têm.

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