quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tempos Modernos

E mais um dia chuvoso se materializa.
Talvez com ele venha o de sempre, e não ficarei repetindo todos esses tolos sentimentos.
Já ouvi falar tanto, em viver sem se pensar em futuro, e confesso que sinto inveja de quem o consegue.
Para esse ser, é algo impossível viver sem cogitar; é impossivel viver sem imaginar algo que quem sabe poderá acontecer;
é impossível não pensar no amanhã, no depois de amanhã, no ano que vem, em daqui duas horas...
Errado? Será? É possível sim!
E como já ouvi falar: - Dani vai com calma, não te joga de cara!
E confesso que isso é um exercíco contínuo em minha vida, mas é também um exercício nunca finalizado, sempre sem sucesso!
Não consigo não me jogar de cara. Sempre tenho que me doar por completo, sou assim! Isso é de mim! Isso sou eu!
Em tudo que faço não existe 50, 60, 90 ou 99%, é voltagem total sempre. O tombo consequentemente sempre é do último andar. No primeiro você cai de cara, e com o tempo penas vão crescendo em suas costas; e quando se dá por conta já têm asas, e plana sobre o cenário da vida.
Há poucos dias atrás, um amigo falou que "sou do mundo". Refleti muito na expressão, talvez metáfora.
Sou do mundo, ao respirar e ingerir tudo de novo que há.
Sou do mundo, por exalar esse cheiro de vida.
Talvez seja do mundo, por não ter medo dele; por cada dia que passa, ver que cada vez as chances diminuem pra mim, e simultâneamente os sonhos se renovam, se pintam de tonalidades diferentes, se reintegram. Novos projetos, novas idéias, novas vontades, ânseios, devaneios.
É, acho que não sou do mundo,
Eu sou da vida!

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