Sinto-me simplismente sem nada.
Sinto-me fugazmente só, totalmente só.
Estou rodeado de tantos blocos.
Blocos cinzas, ora arenosos, ora de espuma.
grito, mas minha voz não sai do fundo da garganta.
Fujo de minha sombra, fujo de mim.
Ouço um zunido agudo, fluído a mais outros sons.
Psicodelia.
Vertigem.
Hidrofobia.
Confundo a realidade com meus sonhos.
Não sei mais definir o real do inventado.
A pele anestesiada, a voz improjetável, o cabelo intacto.
A tremedeira, as mãos que não obedecem...
O sexo rídido, doce ereção.
O pânico assombrando e temperando tudo.
Lugares peuqenos/ Medos maiores.
Sede
Vontade
Gana
Sonho de gente.
Sonho de saber de fato sonhar. Tantas vontades desperdiçadas. Tantas palavras não ditas e somente pensadas, que deveriam ter sido verbalizadas. Tantas paixões interrompidas, queria eu retomar cada uma delas a seu tempo, e continuar...
Tanta gente, e tão pouca gente de verdade.
Sinto-me eu, e eu apenas comigo mesmo. Sou meu próprio tesouro, sou o próprio mapa desse tesouro. Sou eu em companhia de mim.
Sou eu e nada. Mas sou feito de gente, gente de verdade. Gente de verdade não tem firulações. Gente de verdade é rara. Gente mesmo, fala, pensa, chora, caga, transa, canta, conta, pisa, olha, pisca, ri, pega o ônibus, perde o ônibus, deseja, almeja, ama, tem amigos, morre por eles, se apaixona, se desapaixona, muda, não tem medo de mudar, larga tudo, pega tudo, vive de passagem, vive fixamente, se deixa apaixonar, experimenta, aconselha, sintoniza-se,...
Parece sútil, e é! E por isso é tão complicado.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Chutando cachorro morto
Novamente me pego a refletir. Aqui com meu cigarro, nesta mesma cama, que era vestida com lençóis verde-claros, que agora veste-se com azuis. Aqui com o barulho da descarga do banheiro, recentemente acionada; aqui onde vejo de relance a tela que retrata o busto de uma oriental.
As meias esquentam meus pés, a geladeira acaba de ligar seu motor, o relógio assume um ritmo dilacerante, e os grilos juntamente ao coachar dos sapos, me encomodam. A madeira da casa esporradicamente apresenta ruídos, ouço tosse. O cigarro se encontra pela metade. E nada acontece. Ultimamente, minha vida toda se resume nessa ultima frase: -NADA ACONTECE! ou melhor, acontece não acontecendo, acontece de forma não pretendida.
A merda dos projetos. A porra da engenharia dos planos. Esse cú!. Não estou com raiva, nem estou irritado. Na verdade não sei o que estou... Estou vivo apenas.
E as perguntas permeiam, e invadem-me, e ofuscam-me, e irritam-me, tiram-me o sossego essas dúvidas. Será como sou aos olhos dos mais diversos seres? O que aparento ser? O que sou? O que pensam que sou?
Muitos podem achar besteira, preocupar-se com o que pensam ao nosso respeito, confesso já ter pensado assim. Confesso tambem ter mudado de idéia nesse quezito. E o que vale mais, ter sua consciência limpa, ou parecer que se tem uma limpa? Concluo hoje, que vivemos de aparência, que vivemos de política, que vivemos como seres sociáveis, e isso é o que importa para a grande massa. E essa eterna luta em remar contra a maré, é satisfatória? Confesso que já não sei, confesso que ultimamente sei bem pouco sobre tudo, confesso que não sei nada. Confesso que o esquema bolado em mim, deu uma guinada e se espatifou. Confesso nem saber se presto ou não. Confesso que cansei de tudo. Não aguento mais aquela frase: - SÃO FASES... Não sei mais se quero falar, se quero resolver meus problemas. Cansei de gente! Cansei desse tipo de gente que eu conheço. Cansei de gente que come pelas beiradas, gente tangível, gente que pra comer teu cú, começa falando do teu lindo cabelo, da tua genial inteligência, do teu belo nível cultural, do teu bom cheiro...
Gente que ilude, gente que promete, gente que não cumpre, gente sem ombridade.
Cansei de mim que me iludo. Idiota que sou! a sutileza sim parece ser um peso que ninguém sabe como carregar, todos preferem estar confortáveis.
Quer comer meu cú? Porra! Fala! não precisa falar das minhas qualidades pra isso. Direção. Sejamos diretos! Mas andar em forma de espiral parece ser mais conveniente. Parece ser mais politicamente correto. Parece ser mais mediano.
Ser mediano é o cú. Seja ou não seja e pronto! Ou ao menos assuma não saber se é ou não.
Sempre falo em relacionamentos, e gosto de falar nisso, por talvez ser algo tão abstrato e tão real ao mesmo tempo, é a mistura de extremos. E essa mistura me fascina. Sabe... Sonho um dia em ser feliz, sonho com o toque leve do violão, sonho com um corpo vestido somente de cueca o tocando. Sonho com lábios que não falam e sim tocam. Sonho com a pele trêmula que roça em meus pêlos. Sonho com cafunés. Sonho com aquelas noite em que nem se dorme. Sonho com aquelas noites em que se ama. Sonho com aquela sensação de amor que invade através de um olhar despretencioso. Sonho com o silêncio em dupla, que perdura por horas e nem encomoda. Sonho com aquele sexo, o bom. Sonho com bons conselhos, de uma boa pessoa. Sonho com uma pessoa de verdade. As vezes até sonho em viver normalmente, mas depois vejo que assim é bem mais real e conveniente.
Deixe eu ascender mais um cigarro...
As meias esquentam meus pés, a geladeira acaba de ligar seu motor, o relógio assume um ritmo dilacerante, e os grilos juntamente ao coachar dos sapos, me encomodam. A madeira da casa esporradicamente apresenta ruídos, ouço tosse. O cigarro se encontra pela metade. E nada acontece. Ultimamente, minha vida toda se resume nessa ultima frase: -NADA ACONTECE! ou melhor, acontece não acontecendo, acontece de forma não pretendida.
A merda dos projetos. A porra da engenharia dos planos. Esse cú!. Não estou com raiva, nem estou irritado. Na verdade não sei o que estou... Estou vivo apenas.
E as perguntas permeiam, e invadem-me, e ofuscam-me, e irritam-me, tiram-me o sossego essas dúvidas. Será como sou aos olhos dos mais diversos seres? O que aparento ser? O que sou? O que pensam que sou?
Muitos podem achar besteira, preocupar-se com o que pensam ao nosso respeito, confesso já ter pensado assim. Confesso tambem ter mudado de idéia nesse quezito. E o que vale mais, ter sua consciência limpa, ou parecer que se tem uma limpa? Concluo hoje, que vivemos de aparência, que vivemos de política, que vivemos como seres sociáveis, e isso é o que importa para a grande massa. E essa eterna luta em remar contra a maré, é satisfatória? Confesso que já não sei, confesso que ultimamente sei bem pouco sobre tudo, confesso que não sei nada. Confesso que o esquema bolado em mim, deu uma guinada e se espatifou. Confesso nem saber se presto ou não. Confesso que cansei de tudo. Não aguento mais aquela frase: - SÃO FASES... Não sei mais se quero falar, se quero resolver meus problemas. Cansei de gente! Cansei desse tipo de gente que eu conheço. Cansei de gente que come pelas beiradas, gente tangível, gente que pra comer teu cú, começa falando do teu lindo cabelo, da tua genial inteligência, do teu belo nível cultural, do teu bom cheiro...
Gente que ilude, gente que promete, gente que não cumpre, gente sem ombridade.
Cansei de mim que me iludo. Idiota que sou! a sutileza sim parece ser um peso que ninguém sabe como carregar, todos preferem estar confortáveis.
Quer comer meu cú? Porra! Fala! não precisa falar das minhas qualidades pra isso. Direção. Sejamos diretos! Mas andar em forma de espiral parece ser mais conveniente. Parece ser mais politicamente correto. Parece ser mais mediano.
Ser mediano é o cú. Seja ou não seja e pronto! Ou ao menos assuma não saber se é ou não.
Sempre falo em relacionamentos, e gosto de falar nisso, por talvez ser algo tão abstrato e tão real ao mesmo tempo, é a mistura de extremos. E essa mistura me fascina. Sabe... Sonho um dia em ser feliz, sonho com o toque leve do violão, sonho com um corpo vestido somente de cueca o tocando. Sonho com lábios que não falam e sim tocam. Sonho com a pele trêmula que roça em meus pêlos. Sonho com cafunés. Sonho com aquelas noite em que nem se dorme. Sonho com aquelas noites em que se ama. Sonho com aquela sensação de amor que invade através de um olhar despretencioso. Sonho com o silêncio em dupla, que perdura por horas e nem encomoda. Sonho com aquele sexo, o bom. Sonho com bons conselhos, de uma boa pessoa. Sonho com uma pessoa de verdade. As vezes até sonho em viver normalmente, mas depois vejo que assim é bem mais real e conveniente.
Deixe eu ascender mais um cigarro...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Drive true
E mais dias se passam, e o tempo não pára de fazer seu trabalho
E o medo cada vez se torna mais presente
E a ânsia , não pára
E a curiosidade, anda de marcha rápida e voluptuosa
A dor já não assusta mais...
E o medo causa dor
E o extase é sua ansiedade
A curiosidade sacia seu vício
Os olhos piscam freneticamente
Imagens extemporâneas permeiam
Visões
Premonições
Palavras
O toque
A vontade
O sexo
A língua
O gosto
O gosto de sexo
O sal
A lágrima
O óleo
A cera
A pele
O pêlo
O sexo rígido
O roçar
O olhar
A voz
O pós
As pessoas
As novas pessoas
As novas idéias
Os novos projetos
E o medo cada vez se torna mais presente
E a ânsia , não pára
E a curiosidade, anda de marcha rápida e voluptuosa
A dor já não assusta mais...
E o medo causa dor
E o extase é sua ansiedade
A curiosidade sacia seu vício
Os olhos piscam freneticamente
Imagens extemporâneas permeiam
Visões
Premonições
Palavras
O toque
A vontade
O sexo
A língua
O gosto
O gosto de sexo
O sal
A lágrima
O óleo
A cera
A pele
O pêlo
O sexo rígido
O roçar
O olhar
A voz
O pós
As pessoas
As novas pessoas
As novas idéias
Os novos projetos
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Fada do sonho?
Quando eu abro meus olhos, caio no sono.
E não consigo dormir com eles fechados.
Acordo pra vida ao fechá-los.
É tudo mais confortante no breu.
Uso chinelos um de cada tipo, com tiras uma de cada tipo.
Sento-me na grama molhada, insetos me permeiam.
A abelha pousou sobre meu pulso, e lambe viçozamente, e virilmente o meu salgado suor.
São dias primaveriis, dias quentes.
Dias de vento nortenho forte, as folhas mostram sua face escondida, revelando um verde branco.
Dias longos em certo sentido, e curtíssimos em outros.
Sinto como se meus pêlos não crescessem mais.
A minha pele tem um aroma naturalmente inconvencional.
Quando trago a fumaça do meu cigarro barato, me sinto no ponto mais alto da rodagigante.
O banquinho balança, movimentando-se em forma de pêndulo.
A fumaça desenha caudas, flagelos e levitam formando estradas de contos de fada.
Sabe... Sonhei que estava em um...
Mas era eu em um mundo indenominável.
Não eram corpos, não havia clima, nem temperatura.
Me senti como um barulho, um ruído de vento, me locomovia muito rápido.
Tinha um desejo sexual muito forte, era uma cósega, uma certa dor que eu gotava de sentir.
Era banhado com medo, um medo bom, ora até chamado de esperança, ora até chamado de surpresa; boa ou ruim.
Eu me satisfazia cada vez mais, quanto mais rápido, mais intenso era meu gozo.
Era um belo conto de fadas aquele, era um conto sem final, era temperado com reticências.
Adorava o gosto delas, para alguns podia ser sentido como um gosto lânguidamente lacônico, mas para mim era um tempero asiático, intenso, de pontos altos e expressivos.
Não consigo mais fechar meus olhos sem claridade.
Tenho medo, preciso de claridade, para poder ver aquele marrom avermelhado de luz, que atravessa a fina camada de tecido da minha pálpebra.
Vejo círculos que se desenham automaticamente no quase breu da minha visão.
Eles me invadem, me mutilam, e novamente me satisfaço com seus frenéticos movimentos ritmados miocardicamente.
Durmo com lanterna, e sinto remorço ao acordar.
Mas não sinto desejo de dormir.
E não consigo dormir com eles fechados.
Acordo pra vida ao fechá-los.
É tudo mais confortante no breu.
Uso chinelos um de cada tipo, com tiras uma de cada tipo.
Sento-me na grama molhada, insetos me permeiam.
A abelha pousou sobre meu pulso, e lambe viçozamente, e virilmente o meu salgado suor.
São dias primaveriis, dias quentes.
Dias de vento nortenho forte, as folhas mostram sua face escondida, revelando um verde branco.
Dias longos em certo sentido, e curtíssimos em outros.
Sinto como se meus pêlos não crescessem mais.
A minha pele tem um aroma naturalmente inconvencional.
Quando trago a fumaça do meu cigarro barato, me sinto no ponto mais alto da rodagigante.
O banquinho balança, movimentando-se em forma de pêndulo.
A fumaça desenha caudas, flagelos e levitam formando estradas de contos de fada.
Sabe... Sonhei que estava em um...
Mas era eu em um mundo indenominável.
Não eram corpos, não havia clima, nem temperatura.
Me senti como um barulho, um ruído de vento, me locomovia muito rápido.
Tinha um desejo sexual muito forte, era uma cósega, uma certa dor que eu gotava de sentir.
Era banhado com medo, um medo bom, ora até chamado de esperança, ora até chamado de surpresa; boa ou ruim.
Eu me satisfazia cada vez mais, quanto mais rápido, mais intenso era meu gozo.
Era um belo conto de fadas aquele, era um conto sem final, era temperado com reticências.
Adorava o gosto delas, para alguns podia ser sentido como um gosto lânguidamente lacônico, mas para mim era um tempero asiático, intenso, de pontos altos e expressivos.
Não consigo mais fechar meus olhos sem claridade.
Tenho medo, preciso de claridade, para poder ver aquele marrom avermelhado de luz, que atravessa a fina camada de tecido da minha pálpebra.
Vejo círculos que se desenham automaticamente no quase breu da minha visão.
Eles me invadem, me mutilam, e novamente me satisfaço com seus frenéticos movimentos ritmados miocardicamente.
Durmo com lanterna, e sinto remorço ao acordar.
Mas não sinto desejo de dormir.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Camaleonicamente falando
Andava pensando...
Como tudo muda o tempo todo.
E currialmente mudamos junto, há os que digam e defendam que não.
Que são imutáveis, que tem "personalidade", que não caem em clichês.
Andava pensando...
Não cair em clichê, fugir dele, já virou clichê.
Qual o problema com a pieguice?
Mas fato é que mudamos sim, e o tempo todo. Talvez hajam fases que essa mudança seja mais aparente, e outras que aconteça mais na encolha.
Mas mudamos.
Eu mudo sempre.
Falta de identidade?
Falta de personalidade?
Indecisão?
Há quem defenda isso. Mas acho que não é o mais correto.
Defendo a liberdade.
Há claro uma essência, e essa sim é imutável.
É... Mudamos o tempo todo, estamos sempre desarrumando e arrumando as malas.
Sempre viajando por motivos diversos, ora à passeio, ora a negócios.
As vezes algumas peças permanecem na mala de uma viajem pra outra.
E são essas peças das quais eu me orgulho!
É pouco tempo, e uma avalanche de sentimentos.
É pouco tempo e uma descarga de energias diversas.
É uma constante evolução.
Ela não pára.
Gosto de exêmplos, eles figuram o texto.
Houve um tempo que eu queria mais era aquele amor carnal.
Aquela coisa voluptuosa.
Forte.
Selvagem.
E achava que era isso e deu!
Mas não era isso e deu!
Hoje, quero sintonia ...
Quero um amor brisa...
Eu quero beijos interminéveis, carinho nos meus cachos, tapa na bunda...
Quero que reclamem da minha bagunça, das minhas toalhas molhadas, dos meus sapatos loucamente atirados pela casa.
Quero beijos nos olhos, mordidas de leve, quero beliscões também!
Eu quero gente bonita, em festas elegantes.
Quero gente com vontade de mudar tudo o tempo todo.
Eu quero abrir minha loja em Tóquio.
Eu quero fotografar nu.
Eu quero declamar poesia ao pé do ouvido, e quero ouvir também.
Quero violão, vinho, cigarro e noites intermináveis de música boa.
Eu quero um rock com meu nome.
Eu quero ter uma banda de indie-punk-eletro-funk-rock.
Eu quero cozinhar só de cueca, pra dois.
Eu quero ir no show do The Killers em dezembro, e dar uns amassos na arquibancada, como diria a GaGa.
Quero dar uma cheirada com a Amy.
Quero que exaltem meu bom cheiro de flor de violeta.
Eu não quero mais sexo a três!
Eu quero é presentear muito.
Eu quero ir ao cinema no domingo.
Eu quero é amar os defeitos de quem eu amo.
Eu quero é ficar triste pra depois ser feliz de novo.
É pouco tempo pra muita vida!
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