Sinto-me simplismente sem nada.
Sinto-me fugazmente só, totalmente só.
Estou rodeado de tantos blocos.
Blocos cinzas, ora arenosos, ora de espuma.
grito, mas minha voz não sai do fundo da garganta.
Fujo de minha sombra, fujo de mim.
Ouço um zunido agudo, fluído a mais outros sons.
Psicodelia.
Vertigem.
Hidrofobia.
Confundo a realidade com meus sonhos.
Não sei mais definir o real do inventado.
A pele anestesiada, a voz improjetável, o cabelo intacto.
A tremedeira, as mãos que não obedecem...
O sexo rídido, doce ereção.
O pânico assombrando e temperando tudo.
Lugares peuqenos/ Medos maiores.
Sede
Vontade
Gana
Sonho de gente.
Sonho de saber de fato sonhar. Tantas vontades desperdiçadas. Tantas palavras não ditas e somente pensadas, que deveriam ter sido verbalizadas. Tantas paixões interrompidas, queria eu retomar cada uma delas a seu tempo, e continuar...
Tanta gente, e tão pouca gente de verdade.
Sinto-me eu, e eu apenas comigo mesmo. Sou meu próprio tesouro, sou o próprio mapa desse tesouro. Sou eu em companhia de mim.
Sou eu e nada. Mas sou feito de gente, gente de verdade. Gente de verdade não tem firulações. Gente de verdade é rara. Gente mesmo, fala, pensa, chora, caga, transa, canta, conta, pisa, olha, pisca, ri, pega o ônibus, perde o ônibus, deseja, almeja, ama, tem amigos, morre por eles, se apaixona, se desapaixona, muda, não tem medo de mudar, larga tudo, pega tudo, vive de passagem, vive fixamente, se deixa apaixonar, experimenta, aconselha, sintoniza-se,...
Parece sútil, e é! E por isso é tão complicado.
Como tu sabe quando está acordado e quando está sonhando?
ResponderExcluirA solidão que enlouquece.
ResponderExcluirA solidão acompanhada.
O medo.
O enrredo.