Olho a planta que balanca suas folhas ao doce sopro desse vento quente.
Sao dias de verao, e aqui o verao é como sempre foi pra mim: exaustivo.
Coisas mudam, de lá para cá, outras permanecem, o que muda apenas é o endereco.
O vento sopra mais forte agora, e a planta e suas folhas fazem burbúrios...
Ouco barulho de copos, vindos do café a tres andares abixo de mim.
O som dessa cidade me encanta, e observa-la, me é como um espetaculo...
Carros asceleram seus motores.
O sapato velho da mulher na faixa dos 40, tem um ruido comico...
O velho homem tem uma tosse enferma.
Os trens vem e vao...
O vento agora assovia entre paredes de concreto...
A arquitetura é languida.
Os raios de sol batem, e ultrapassam a fresta da minha janela.
E irradiam e exaltam a foto do porta retrato antiquado.
Minha cabeca gira.
Ultimamente tudo gira, e vivo em vertigem 24 horas por dia.
Pessoas falam, e as escuto de forma mecanica.
Mudancas em mim, a ponto de nao me auto-reconhecer mais.
Certezas que se tornaram duvidas.
Planos que se desplanejaram.
Naos que agora sao sims, ou até sei lás...
Minha face esta mais esguia.
Meus dedos cheiram ao cigarro barato.
E a cabeca gira.
O vento parou... E o calor aumenta meu mau humor!
A cidade canta, eu tapo meus ouvidos.
Sao dias de nudez.
Tanto fisica quanto psíquica.
Sao dias de perda, sao dias de evolucao, sao dias de aprendizado acima de tudo.
Sao dias de saudade, a ponto disso se tornar problema.
Sao dias de dor.
Sao os meus dias.
Dias de lágrimas e lástimas.
Dias de lencos brancos ao vento, e aquele cheiro de grama úmida no ar.
Dias de poucas palavras.
Dias que eu preferia que fossem noite.
Sao meus dias.
lindo as coisas q vc escreve... poetico e profundo.. voltarei mais vezes... encontrei por acaso seu blog.. apertei na aba proximo blog e caiu no seu... t+
ResponderExcluirSons assombram também.
ResponderExcluirO futuro causa medo e ansiedade.
Pouco se sabe!
O medo às vezes ressurge.
Que bom que estás de volta!