Eram aproximadamente cinco e meia da tarde, eu acho,... Estava nu no banheiro, esperava o água do chuveiro esquentar. Ouço um suposto batido na porta, mas de antemão pensei ser na porta ao lado. Fechei o chuveiro, esperei... E novamente, agora mais forte que da primeira, ouço as batidas na minha porta.
Não achava mais minha roupa, e um segundo daqueles parecia uma hora...
Me vesti finalmente, e abri. Havia chegado mais cedo que o dito por ele. Como sempre: me surpreendia.
Acho que posso viver por mais 200 anos, mas nunca me esquecerei, da imagem, daquela expressão ao abrir a porta. Ele estava mais lindo que o costume. Vestia um jeans, e uma camiseta preta. Mas não era isso que me referia, me referi, a seu olhar, que estava mais forte.
Ele tinha essa maneira linda de sorrir somente com os olhos, mas dessa vez ele caprichava, e confesso até, que aquilo me encabulava. Seu sorriso, já era maior que aquele de letras maiúsculas, havia atingido um patamar que me fazia entrar em êxtase, somente em vê-lo assim.
Nos beijamos, e o beijo tambem já tinha mudado. Tinha evoluído, o que era bom agora era ótimo.
-Tenho que tomar banho, estou fedido...
Ele não estava nada, estava perfeito daquele jeito. Mas não me opus.
Nos olhávamos tanto...
Brincávamos tanto um com o outro...
E por momentos eu entrava dentro da menina do olho dele, e me perguntava, se era digno de tanto. Entrava e ficava lá. Ele falava que me amava, e eu o amava tanto, mas aquele amor era tão fugaz, tão intenso, tão real, que não sabia como definir aquilo pra ele.
-Eu amo mais, dizia eu.
E as horas pareciam milésimos de segundo. Ele me chamava de mosquito!
Estávamos ali, a mercê de todo amor. Todo amor que existia no universo, toda forma pura de amar, toda forma terna de amar.
Estávamos ali... Atirados em uma cama, um sobre o outro alternadamente. Beijos, carícias, roçares dos sexos rígidos.
Estávamos ali, e nada mais importava.
E os nossos olhares falavam por nossas bocas. Já não era preciso a frase: EU TE AMO.
A sintonia mútua, anunciava já.
E todo aquele sentimento que envolvia aquele conjunto de tempo, era indiscritível. E a felicidade se tornava obrigatória diante daquilo tudo.
O carinho, o macio do cabelo, aqueles claros olhos, o corpo esguio que não desgrudava do meu, as sardas proporcionalmente espalhadas por suas costas, o toque das mãos, os lábios e seus beijos, os pés que cosqueavam os meus.
Mas os minutos não paravam, e a despedida se anunciava novamente.
Como da outra vez, triste eu ficava, por ter que me separar. Novamente lágrimas se materializavam dentro de mim.
-Me acompanha até a porta? perguntou ele docemente.
Fui, e o beijei como se fosse da última vez. O amava tanto, e sentia a reciprocidade.
A porta se fechou, e a imagem que ficava, era de seu sorriso de olhos me falando de coisas de amor.
Sentei-me desta vez na janela, a espera de sua passagem, a sete andares abaixo. Logo o vejo, e tão logo ele olha para cima, acenamos um ao outro. Esperei seu carro sair da garagem, e assim que saiu me direcionei para o lado oposto e observei a estrada. Estrada a qual ele passaria, e aguardei até o ver passar, e fui acompanhando os faróis, até eles sumirem.
Esta foi a última imagem vista daquele momento. Aquele simplismente agora era um dos momentos, pois outros tão ou mais intensos ainda viriam.
E o medo dava lugar a certeza.
A certeza que o amava, e que isso era um ciclo entre nós dois.
Adorei o texto
ResponderExcluirbem gostoso de ler...
[me ajuda de novo no meu blog? eu desconfigurei ele todo ficou uma zona
perdi as cores e tive q adotar um modelo ja existente... ja viu né]
só vc pode me ajudar novamente
abração